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Walking dead - Vamos falar de Jesus ?

  • 24 de fev. de 2016
  • 5 min de leitura

Buscando por Jesus, esse seria a sinopse do episódio desta semana em Walking Dead. Despois do super episódio de retorno da série na semana passada, esta semana foi bem mais tranquilo. Foi o episódio leve e divertido, pelo menos essa semana meus gritos fora bem diferentes.

Primeiro que a história dá um salto no tempo, então já limparam Alexandria, com isso mostra que Carl está recuperado, surgem um novo casal na história e tem sim uma parte dramática mas a veia humorística sobressai.

No episódio, mostra um dia de rotina normal onde Rick e Daryl vão à procura de suprimentos.

Eis que surge um personagem novo, na trama. Paul Rovia, mas conhecido como Jesus e ele chega mostrando ser muito habilidoso se tratando em sobreviver no mundo de Walking Dead.

Agora pense comigo: No episódio anterior, mostrou o quanto todos em Alexandria, estão fortes, unidos, trabalhando bem em equipe, já esta semana surge mais um personagem habilidoso que poderá ser um forte aliado para o grupo, isso significa que? O inverno está chegando... (brincadeira), na verdade é que o Negan está próximo de aparecer na história. E não será nada fácil no futuro para o nosso grupo favorito de sobreviventes.

Segundo Robert Kirkiman (responsável pela criação de Walking Dead), Jesus é o um personagem divertido, (não tenho dúvidas quanto a isso) e suas habilidades são simplesmente explicadas, pois já se passou muito tempo deste o início do apocalipse zumbi, então todas as pessoas que irão aparecer ou poderiam aparecer teriam que ser habilidosas para poder sobreviver por tanto tempo num mundo assim.

Mas vamos falar de Jesus?

Paul como eu já comentei acima, ele é um sobrevivente natural no apocalipse zumbi, capaz de fazer coisas extremas da capacidade humana. Sua característica mais notável; e ser cabeludo, barbudo de olho claro lembrando Jesus e ele chega “salvando” o Daryl.

Em outras palavras foi um salvador no episódio desta semana.

Paul também é muito bom combatente. Ele usa suas habilidades para despachar zumbis com facilidade e lidar com as ameaças hostis facilmente.

O que está por vir?

O Jesus dos quadrinhos e gay, o que eu me faz gostar mais ainda dele e da série por ter uma diversidade bem grande de personagens.

Quando este personagem surgiu, houve muita revolta de fãs, que não tem sentido algum pois ele não é o primeiro “gay”, dentro da história, fazendo com que ele deixasse de ser tão querido em comparação a outros personagens.

Eu acho uma babaquice isso, e estou na torcida que ele tenha chegado pra ficar e continue por muito tempo, por ser uma pessoa carismática, habilidosa e forte.

Kirkman responde aos fãs:

Ao final de cada edição dos quadrinhos de The Walking Dead, Robert Kirkman reserva algumas páginas para as cartas dos leitores (Letter Hacks). E na edição 124 ele começou a publicar as cartas relativas à época da edição 122, onde acontece a revelação de Jesus. Kirkman publicou duas cartas. A primeira foi de um leitor cristão afirmando que o caso foi como um “golpe sutil” contra as pessoas de fé. A outra carta foi de agradecimentos, por desenvolverem Jesus como um personagem qualquer, até o momento de sua sexualidade aparecer, de forma natural.

Confira, em tradução livre:

Prezados do TWD,

Sou viciado no quadrinho de vocês. Leio cada edição e aguardo ansiosamente a próxima no mês seguinte. Tendo dito isso, a revelação de “Jesus” ser gay me soou como um golpe baixo no Cristianismo.

Eu sou cristão e detestei a introdução de um personagem chamado “Jesus”. Fiquei aliviado quando foi revelado que era apenas um apelido, mas ainda me incomodava. Mas continuei acompanhando, pois adoro a revista, os personagens, a história. Mas após ler a edição 122, estou pensando seriamente em parar de acompanhar esta publicação. Não tenho problemas como personagens homossexuais na história de vocês, mas chamar um personagem de Jesus e em seguida mostrar que ele é gay me pareceu um golpe direto contra os cristãos e isso não é legal.

E a segunda carta:

Senhor Kirkman,

Obrigado pela cena com Jesus na edição 122.

Eu comecei a gostar de rapazes na 6ª série, mas não havia me tocado até o verão seguinte. […] Eu gosto de rapazes e era isso que o início da minha vida adulta tinha reservado para mim, repulsa de todos que eu conheço.

Em algum lugar no meio dos seus 70 mil leitores mensais, há um jovem rapaz que se identificou pela primeira vez hoje, em Jesus e Alex. À primeira ele era o personagem durão, amado por todos, em uma história épica. E por causa do destino que você deu à ele, Jesus terá que lidar com várias questões que consumiram anos de minha vida.

Obrigado,

Paul Johnson Woodbury, MN

E Kirkman, respondendo ambos:

Em primeiro lugar, muito obrigado por sua carta [Paul]. Quando eu percebi que tinha ido a fundo na história de Jesus sem nunca ter mencionado sua sexualidade, eu vi a oportunidade de mostrar que a sexualidade de um personagem não faz nenhuma diferença. Jesus é o que ele é. Ele é descolado, ele é capaz e ele é durão. E além disso, ele curte rapazes. Não TODOS os rapazes, assim como mulheres hetero não curtem TODOS os tipos de rapazes… mas ele curte 100% outros caras.

E isso não faz diferença.

Vou continuar contando histórias com Jesus e ele continuará sendo o mesmo personagem de sempre. As vezes sua sexualidade aparecerá, as vezes não. Assim como Rick não fica o tempo todo pensando em como ele gosta de mulheres. Pois isso simplesmente não faz diferença.

E agora, de volta à primeira carta, de Matt…

Matt, o Jesus dos quadrinhos NÃO É o Jesus da Bíblia. Deram este apelido à ele, mas ele NÃO É Jesus. Mostrar o personagem como gay não foi de forma alguma um ataque aos cristãos.

Agora, tentando ser o mais compreensivo possível com seu ponto de vista, eu tenho que dizer que se ofender com o fato de um personagem, que tem o mesmo nome que Jesus, ser gay certamente coloca você no lado errado dessa história. Em resumo, você está ERRADO em se ofender pela sexualidade de qualquer personagem. Simplesmente está errado.

Se Jesus fosse um personagem negro e alguém se ofendesse por isso, eu apostaria que você acharia um absurdo. Mas se isso acontecesse a cerca de 50 anos atrás… também apostaria que isso seria um problema para alguém… e mesmo assim estaria errado.

Você pode responder algo do tipo “Não tenho problemas com homossexuais, eu ficaria igualmente ofendido se Jesus fumasse crack ou matasse alguém ou se ele comesse mariscos”. Ou seja, você não gostaria de ver um personagem chamado Jesus fazendo nada que o fizesse questionar sua conduta… e este é o ponto que estou tentando levantar aqui. Não há nada de errado em gostar de caras… não é um comportamento condenável e não deveria ser um problema. É tão ofensivo quanto ter um personagem com dislexia chamado Jesus, ou um personagem ambidestro chamado Jesus ou um personagem extremamente alto chamado Jesus.

Eu peço que você leve isso em consideração e que talvez tente ser um pouco mais aberto às diferenças que todos temos.

E afinal de contas, é só um apelido bacana.

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