Cinema de quinta: Igor Capelatto
- 7 de jan. de 2016
- 4 min de leitura

Sou cineasta, artista de modo geral, pesquisador e amante do cinema. Produzir cinema independente é trabalhar na raça, contando com boa vontade de apoios culturais, parcerias e amigos.
Diferente do mercado de editais ou produção de polos e empresas grandes, fazer cinema independente é ter equipe pequena e ter que correr atrás de estrutura para cada filme. Mas no fundo é prazeroso pois mesmo ralando e apertando o bolso, produzimos sem cobrança da produtora que tem exigências comerciais com marcas que ela apoia e anuncia e com política.
Até 2005 eu trabalhava como terceirizado com roteiro ou afins, e dando aula na Ide Escola de Arte, do meu amigo Theo Ide, grande mestre e incentivador do meu trabalho.
Dei aula de HQs e produzi HQs e então migrei para cinema por volta de 1997-98, Em 2005, uma turma de alunos meus na Ide, sugeriram montarmos uma equipe de produção, surgiu a Tayó, depois ela mudou de nome, com a saída de alguns integrantes e virou a Giraffe Filmes onde tivemos apoio e parceria de muitos alunos, atores, produtores e amigos.
Em 2010, com clientes na linha de vídeo arte, vídeos de espetáculos e outros audiovisuais além do cinema, e com equipe nova e consolidada, transformamos a Giraffe na Capuccino Produções.
Em 2014 ela sofre outra mudança e atualmente estamos com uma equipe de 5 membros oficiais, contando agora com uma linha de cursos (além dos que já ministrávamos) e produções na linha de documentários de vida selvagem contando com o biólogo e cineasta César Leite.
Uma pausa para o café, é um projeto de web serie documental na qual entrevistamos diversas pessoas sobre cinema e afins. Atualmente a serie sofreu mudanças e passou a abordar outros temas além do cinema, cultura de modo geral.
A serie surge como desmembramento do meu doutorado e a 1ª temporada foi inteira sobre temas que abordo no doutorado, que iniciou com um documentário chamado "Abismo-Cinema" exibido em algumas mostras regionais.
Da serie formou-se um coletivo de artistas, que estavam colaborando na produção e este coletivo, chamado PAUSA, atualmente realiza encontros mensais na Livraria Cultura, IEL (UNICAMP) e outros espaços e produz além da web serie, projetos de exposição de artes, fotografias, bate papos e outros.
Os projetos surgem de conversas entre os integrantes da CAPUCCINO
EXCETO QUANDO VEEM DE CLIENTES.
Todos os projetos passam pela revisão da Carla Lopes que dá o toque final do roteiro e outras áreas.
Dois casos engraçados e ao mesmo tempo tensos, hehehe; Gravando "Le toreador Halluciné", um curta experimental surrealista, usavamos uma arma de brinquedo e fomos abordados por polícia militar que queria apreender a arma, quando souberam que era replica e que gravávamos um curta, quiseram até ajudar no curta, hehehehe
Outro caso engraçado, foi na gravação do curta do Fernando Negrovsk, Espectro... ligaram da imprensa para equipe de produção, na qual eu fazia parte, perguntando se a gente estava gravando com autista de verdade, pois acharam que o ator do filme era autista de verdade, eu perguntei, quem, o Matheus ou o Lucas, e a jornalista disse, não as crianças, digo o ator loiro. Eu disse que não, e a gente riu.
O ator é o Jone Brabo (Roberto Rowntree). A moça disse, desculpe, achei que ele fosse autista. Eu disse, ele é ator famoso, a trabalhou na globo, e ela disse, "por isso mesmo achei que ele tinha alguma sindrome, porque ele trabalhou no Turma do Didi".
Só rindo mesmo. Muitas cenas dos meus filmes, de todos que os roteiros são meus tem alguma coisa que aconteceu comigo, seja na ação, no gesto, na imagem ou no som...
Temos 3 curtas em editais, se aprovados começamos a produzir em março, por enquanto por conta do doutorado estou mais na fase de estudar e escrever,,, e estamos com dois cursos de férias para ministrar na Unicamp em janeiro, um de Roteiro no IEL, pela Extecamp, e um pela Biologia.
Se eu tivesse que dar dicas de filmes, eu ficaria até final do mundo dando dicas, heheheh,,,, muitas... farei um hiper esforço em dar dica de 5 filmes:
Como Estrelas no céu (taare zameen par)
Eu matei a minha mãe Alabama Monroe
A musica não para
Titus

ROTEIRO DE CINEMA: ENTRE A TÉCNICA E A POÉTICA
Antes de ler uma obra escrita, tem-se de saber de que código ela fez uso. Tem-se decodificá-la, em primeiro lugar, antes de pôr a mão na massa a fim de decifrá-la. (…)
Obras escritas são dirigidas ao decifrador. (FLUSSER, 2010, pp.100-101) O curso pretende abordar as diferentes teorias e técnicas (práticas) da construção fílmica, com foco no Roteiro.
Através de Vilém Flusser, Giorgio Aganbem e Walter Benjanmim, iremos discutir conceitos de abismos, adaptação, linguagens, gestos, imagem técnica, o cinema enquanto psicanálise entre outros.
O curso pretende analisar diversos filmes, seus roteiros, quando do caso de adaptações literárias, a obra escrita da qual o filme foi adaptado, e proporcionar exercícios de processo criativo, além de exercícios técnicos de escrita de roteiro, com objetivo final a entrega de um roteiro de filme em duas etapas: a sua versão literária (roteiro estrutural) e a sua versão técnica (roteiro técnico).










































Comentários