Turistando pelo Bairro da Liberdade (São Paulo)
- 8 de jan. de 2016
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História do bairro:

Até o início do século passado era apenas um bairro como todos os outros que circundam a região do centro, mas com o decorrer dos anos tornou-se o reduto da maior colônia nipônica fora do Japão. A Liberdade é atualmente um dos principais pontos de visita daqueles que vêm à capital.
A imigração dos japoneses para o Brasil começou em 1908, com a chegada do navio Kasatu Maru no porto de Santos. O início da caracterização da Liberdade como bairro típico do país oriental se deu no ano de 1912, quando os primeiros visitantes começaram a se fixar na Rua Conde de Sarzedas. Antes disso, aqueles que decidiam trocar a Ásia pelo Brasil se direcionavam principalmente para o interior do estado de São Paulo.
Com o passar do tempo, esses “desbravadores” foram se habituando ao local e as atividades comerciais à moda japonesa passaram a surgir ali. O resultado de décadas dessa influência é o que pode ser observado hoje: a Liberdade é um pedaço do Japão na maior metrópole da América do Sul. Calcula-se que cerca de 400 mil japoneses e descendentes morem hoje na capital.
O turista mais atento pode perceber que imigrantes de outros países do oriente também são encontrados com frequência na região. Mas a despeito disso, o bairro ainda concentra manifestações culturais nipônicas. Muitos falam o idioma materno e várias fachadas são escritas com ideogramas japoneses.



Curiosidades:
Antes de se tornar reduto da colônia japonesa em São Paulo, o bairro da Liberdade era conhecido por outra característica peculiar. Além de muitas chácaras, onde era cultivado basicamente chá, a região recebia os escravos fugitivos presos.

E, o que hoje é conhecido como Praça da Liberdade, era antes chamado de Largo da Forca. Isso porque era lá que os negros eram enforcados. Apesar da mudança de nome, o passado macabro ainda alimenta lendas e histórias de assombração entre os moradores da região.

Capela Santa Cruz dos Enforcados ou simplesmente, Igreja das Almas
A Igreja de Santa Cruz dos Enforcados, ou simplesmente “Igreja das Almas”, erigiu-se como capela por volta de 1887.
A capela tem sua origem ligada ao Cemitério dos Aflitos, primeiro cemitério público da cidade destinado ao sepultamento das classes desfavorecidas – pobres, escravos. Muitos sentenciados à forca durante os séculos XVIII e XIX foram enterrados ali, como Francisco José das Chagas, em 1821. Conhecido como Chaguinhas, sua morte comoveu a população paulistana da época, fazendo surgir uma devoção em torno desse acontecimento, já que três tentativas de enforcá-lo fracassaram – a corda, misteriosamente, arrebentava.

Capela dos Aflitos
Num local próximo à Praça dos Enforcados existia um cemitério para enterrar os corpos dos enforcados. No meio desse cemitério foi erguida uma pequena igreja para consolar as almas aflitas. Isto foi em 1774. A igreja passou por uma reforma em 1869 e até hoje está situada no mesmo local.
Quando foi inaugurado o Cemitério da Consolação, em 1858, o dos Aflitos deixou de desempenhar as suas funções e impedido de funcionar. Anos mais tarde, ignorando os protestos da população, o terreno foi loteado a particulares pelas autoridades eclesiásticas que conservaram apenas o beco (hoje Rua dos Aflitos) e a capela, que sofreu diversas reformas mal orientadas. Este fato proporcionou a construção desordenada de edifícios no entorno imediato da capela, prejudicando sensivelmente a sua vista. Embora em mau estado de conservação, possui um remanescente de sacrário do início do século XVIII de grande valor, devido à sua raridade. Ele abriga a imagem de Santo Antônio de Categeró.
Fonte: site prefeitura de São Paulo
Fotos diversas encontradas na internet










































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