Cine Dicas: Filmes dos anos 80
- 1 de fev. de 2016
- 9 min de leitura
Não dá para falar dos filmes dos anos 80 sem citar “O Labirinto – A magia do tempo” de 1986 com o talentosíssimo David Bowie que nos deixou recentemente vítima de um câncer.
O Labirinto - A magia do tempo (Labirinth - 1986)

Tente entender quem são as pessoas por trás deste filme, já falamos do camaleão David Bowie, agora é a vez do Jim Henson, ele é o criador dos muppets , Jim trabalhou a história ensina dos argumentos de Terry Jones que é um ator britânico membro dos Monty Pynthons (não conhece procure conhecer Monty Pythons), e George Lucas, sim o cara do Star Wars.
Sinopse:
Frustrada por ter de cuidar do irmão caçula enquanto seus pais estão fora, a adolescente Sarah (Jennifer Connelly) sonha em se livrar da criança, que não para de chorar.
Atendendo seu pedido, o Rei dos Duendes (David Bowie), personagem de um dos livros de Sarah, ganha vida e sequestra o bebê.
Arrependida, a menina terá de enfrentar um labirinto e resgatar o irmão antes da meia-noite para evitar que ele seja transformado em um duende.
O filme tem tudo o que gostamos em filmes dos anos 80, começando pela trilha sonora’, os figurinos e não podemos esquecer dos efeitos maravilhosos.
Conta Comigo (Stand By Me – 1986)
Quem nunca teve quando crianças um grupinho de amigos, da rua da sua casa, no bairro, na escola?
O filme que é um clássico sessão da tarde, fala sobre amizades na infância, aliás esse é um dos filmes com este tema que eu mais gosto.
Baseado em um conto escrito pelo rei do suspense e do sobrenatural de Stephen King, intitulado “o corpo”, o filme de 1986 que é um drama que aborda temas como amizade, lealdade, crescimento pessoal e sentimento de perda, entre outros – conta a história de quatro amigos descobrem, através do irmão mais velho de um deles, que o corpo de um garoto está jogado na mata.
Decididos a se tornarem heróis, resolvem fazer uma viagem até a cidade para denunciarem à polícia a localização do cadáver. Entretanto, a viagem não seria exatamente tão simples como eles imaginavam e acaba se tornando uma jornada de autodescoberta e amadurecimento.
Elenco atualmente:
Wil Wheaton (Gordie Lachance) - ele interpretou o narrador do filme que, depois de mais velho, resolve contar a história daquele verão. Foi com este personagem que ele alcançou a fama. Depois de mais velho, participou da série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração e, atualmente, pode ser visto como ele mesmo em The Big Bang Theory.
Kiefer Sutherland (Ace Merrill) - sem sombra de dúvidas, o ator que ficou mais conhecido neste elenco. No ano seguinte (1987), fez Garotos Perdidos, outro longa de grande sucesso na época. Hoje em dia, é mais conhecido como Jack Bauer na série de televisão24 Horas. No total, participou de 80 produções dentre filmes, séries e games.
Jerry O'Connell (Vern Tessio) - o personagem gordinho cresceu e se tornou galã. Seguiu a carreira de ator e trabalhou em filmes como Joe e as Baratas (1996), Jerry Maguire - A Grande Virada (1996) e Pânico 2 (1997), além de séries para a TV. Em 2008, chegou a participar de um filme na internet na qual imitava Tom Cruise e tirava sarro da Cientologia. É casado com a lidíssima atriz Rebecca Romijn (X-Men: O Filme).
Corey Feldman (Teddy Duchamp) - quando participou deste longa, já era conhecido por interpretar o Bocão em Os Goonies (1985). Esteve no elenco de muitos dos principais filmes adolescentes nos anos 80. Já no início da década seguinte, foi preso por posse de drogas e precisou se internar para tratamento. Voltou a atuar e trabalhou, no total, em 101 produções entre séries de tv, curta-metragens e filmes para a TV.
Por Angie Lucena
Curtindo a Vida adoidado (1986)
Quando falam de filmes dos anos 80 para mim, me vem uma lista enorme de filmes que eu assisto várias e várias vezes sem enjoar. Todos da minha lista me marcaram de alguma forma e sempre me fazem Querer ter vivido um pouco mais dos anos 80.
E desta longa lista escolhi um dos que mais me inspiravam e me fazia querer ser igual ao personagem principal (tudo bem que ele não é um exemplo) mas as ideias geniais dele de certa forma me inspiravam a viver minhas próprias aventuras.

O filme do qual vos falo é:” Curtindo a Vida adoidado” (título no Brasil), o filme de título original “Ferris Bueller’s Day Off”, dirigido por John Hughes, O filme conta a história de Ferris Bueller, um jovem que finge estar doente para não ir à escola e aproveitar o Dia com sua namorada e seu melhor amigo, as principais ações giram em torno das armações dos três para viver o dia perfeito e ao mesmo tempo fugir do diretor da escola que (desconfiado) tenta pegar Ferris em flagrante na mentira contada.
Ferris Virou um ídolo da juventude, e curiosamente na década de 80 começo de 90 muitos muros americanos foram pixados com os dizeres “Save Ferris”, não se sabe se foi uma fora de jovens “protestarem” ou simplesmente admiração pelo imortal Ferris.
Se você Nunca assistiu, assista a esse clássico, mas se você já assistiu aproveite a dica e assista novamente e mate a saudades.
Por Jeh Rodrigues
Os fantasmas se divertem (1988)

"Beetlejuice - Os fantasmas se divertem" é um filme de 1988 que conta a história de um casal que morre em um acidente de carro e se veem presos em sua casa por toda a eternidade. A tranquilidade destes recém-desencarnados acaba quando uma família se muda para a residência "abandonada".
A solução encontrada para terem seu sossego de volta é assombrando os novos moradores, mas não tendo experiência no assunto, nem sequer conseguindo serem vistos pelos vivos, sua única saída é recorrer ao "bio-exorcista" Betelgeuse, um fantasma nojento e sem limites, que pode colocar todos em grande risco.

O filme é dirigido por Tim Burton, com seu clássico e único estilo de contar histórias. Está tudo lá: Os personagens exóticos, estranhos ou sombrios, mas sempre cativantes e memoráveis; a estética gótica/expressionista/circense/nonsense, na caracterização dos personagens, figurinos e cenários; a trilha sonora composta por Danny Elfman, parceiro de longa data do diretor, tendo suas composições presentes em todos os filmes de Tim Burton; as inconfundíveis animações em stopmotion e claymation.
Um filme para todo fã do diretor se deliciar, e que para quem não é fã ter vários motivos para se tornar um.
Por Ricardo Santos
Indiana Jones
Indiana Jones: a trilogia do icônico arqueólogo / aventureiro foi algo que fez parte da minha infância e que sempre me fascinou. Foi exibida e reexibida a exaustão na TV durante anos e sempre terá um lugar especial nas minhas lembranças - falar sobre ele e suas aventuras sem ter um sorriso no rosto é algo impossível.
Criado por George Lucas e dirigido por Steven Spielberg, Dr. Jones (vivido no cinema por Harrison Ford) foi apresentado ao mundo em 1981 em "Os Caçadores da Arca Perdida" ("Raiders of the Lost Ark", no original) com uma sequência inicial que se tornou icônica na história do cinema: Indy encontra um ídolo de ouro em uma caverna em meio a uma floresta tropical da América do Sul, para logo em seguida ser perseguido por uma bola de pedra gigante e escapar da morte certa por muito pouco. De volta a universidade, o curador do museu Marcus Brody (Denholm Elliott) revela a ele a pesquisa sobre bíblica "Arca da Aliança", um artefato de inestimável valor que levará Indy ao Nepal e Egito em uma busca no qual enfrentará os nazistas e Dr. René Belloq (Paul Freeman) na corrida para encontrá-la primeiro. Três anos depois, em 1984, estreiava "Indiana Jones & O Templo da Perdição" ("Indiana Jones and the Temple of Doom", no original). Indy acaba indo parar na Índia, junto com a cantora Willie Scott (Kate Capshaw) e o garoto de 12 anos, Short Round (Jonathan Ke Quan). Os três se veem envolvidos com um vilarejo que acredita que que espíritos malignos estão levando suas crianças depois que sua pedra sagrada foi roubada. A busca a pedra sagrada e a resolução do mistério acerca do desaparecimento das crianças os levará até um culto obscuro que acreditam que as 5 pedras de Sankara concederão poder para que eles dominem o mundo. "Indiana Jones & A Última Cruzada" ("Indiana Jones and the Last Crusade", no original) saiu 5 anos mais tarde, em 1989. O diário de seu pai, Dr. Henry Jones (Sean Connery), chega as mãos de Indy após seu desaparecimento na busca do Santo Graal. Ele e Marcus Broody (Denholm Elliott) então partem para a Itália a sua procura, mas acabam se deparando com a aliança nazista e sua busca se transforma em uma corrida para descobrir quem chega primeiro ao artefato. O diário de Dr. Henry Jones será vital para guiá-los nessa jornada, cujo desfecho se revela um 'salto de fé'.

Fatos curiosos:
1) Os filmes não estão em ordem cronológica, os acontecimentos de "O Templo da Perdição" se passam em 1935, antes de "Os Caçadores da Arca Perdida" cuja a história se desenrola em 1936. "A Última Cruzada" se passa dois anos depois, em 1938 e "O Reino da Caveira de Cristal" (que saiu em 2008), em 1957. 2) Todos os filmes sempre tem alguma criatura que faz parte dos pesadelos e fobias comuns a qualquer pessoa: ninhos de cobras (Indy odeia cobras), milhões de insetos em cavernas escuras ou mesmo ratos em esgotos (Professor Henry Jones tem pavor deles). 3) A cena de abertura de "O Templo da Perdição" é um número musical que ocorre em um clube chamado Obi-Wan (sim, aquele jedi de Star Wars), mas o tom do filme é muito mais tenso e obscuro que o anterior - tive pesadelos por anos com a cena do sacrifício mais ao final.

Trilogia clássica de aventura do cinema dos anos 1980, ótimo para reunir os amigos e fazer um cinema em casa sempre que a vontade pedir.
Por Nina Castro
Goonies
Aventure-se com Os Goonies!
Quem gosta de um bom filme de aventura a las anos 80 não pode deixar de assistir Os Goonies.
Produzido por S. Spielberg é um filme de 1985 e que faz parte das boas lembranças dos jovens daquela época. Toda a história começa com a descoberta de um mapa do tesouro de um lendário pirata, Willy Caolho.
E quando um empreiteira deseja comprar todo o bairro para demolir e construir um condomínio de luxo no lugar, e deixa toda a vizinhança triste pois terão de se separar.
Mas, a turma de amigos, Mickey, Brand, Dado, Bocão e Gordo e, depois juntam-se a eles, Andy e Stef, saem em busca do tal tesouro com a finalidade de salvar o bairro todo. Mas pelo caminho, eles tem que decifrar vários enigmas e escapar das armadilhas deixadas pelos piratas até chegar ao tesouro.
Veja como estão os atores de Goonies, hoje em dia:
Por Dom Pablito
O Enigma de Outro Mundo

Minha “formação” cinematográfica começou nos anos 80, nas videolocadoras, nas saudosas fitas de VHS.
Apesar de criança minha preferência sempre foram os filmes de terror, sempre gostei de todos os gêneros, desde as comédias do John Hughes, até os westerns spaghetti, mas eu sempre acabava no terror. Os slashers dominaram as telas, principalmente Freddy e Jason, meus ídolos na época. Porém uma fita me impressionou, aquilo era diferente, era criativo, era assustador, repulsivo, angustiante – aquilo era “O Enigma do Outro Mundo”, do mesmo John Carpenter que havia me apresentado Michael Myers.
O clima claustrofóbico, a paranóia dos personagens em meio a uma ameaça, onde criaturas alienígenas se manifestam de bizarras formas usando humanos como hospedeiros. Os efeitos não envelhereceram e não soam datados, um remake que consegue superar o original (O monstro do ártico). Um filme que merece ser visto, revisto, estudado – clássico absuloto da década de 80.
Veja as influencias do filme na saga Resident Evil:
Por Ivo Costa
Clube dos cinco
The breakfast club, no Brasil chamado de Clube dos Cinco, a mais cultuada obra de John Hughes (embora não a mais popular, cujo título ainda fica com as desventuras de Ferris Bueller), é um filme sobre mudanças.
Não daquelas grandes, que mudam os rumos da história e que marcam os capítulos dos livros escolares, mas aquelas revoluções menores e, em certo sentido, mais fundamentais que permeiam as nossas vidas.

Na trama, elas vem a partir do encontro de 5 personagens durante uma detenção escolar, cada um deles representativo de um dos estereótipos em que se baseia a vida escolar adolescente: a princesa, o nerd, o atleta, a maluca e o delinquente.
Não leva mais que um dia e uma locação (a escola e seus cenários emblemáticos: a biblioteca, os corredores...) para que John Hughes e o seu pequeno clube descontruam os mitos que cercam as interações sociais nesse espaço, ao mesmo tempo em que nos convidam a olhar com justeza para esse universo, a nos desfazer de todos os preconceitos e a prioris que geralmente acompanham a palavra “adolescente”, a olhá-los sem condescendência, de igual para igual. E, para aqueles não dispostos a isso, não apenas não desfrutarão da sensibilidade das cenas, cuja beleza vai dos diálogos às danças, como, já no prólogo, Hughes manda um recado nas palavras de David Bowie e seu imortal Changes: “e essas crianças em quem vocês cospem enquanto elas tentam mudar os seus mundos são imunes à sua consulta; elas sabem muito bem pelo o que elas estão passando”.
Por Juliana Maués
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